Audax de Niterói-RJ: Filmagem Completa Filmagem Completa - PARTE 2


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Resultado:


Os Megariders Ivan e Bruno, bem como o aspirante a megarider, Marcus, se uniram neste AUDAX, completando o percurso com muita alegria e raça. Luan, irmão de Bruno, participa do Desafio 120km e também termina, em 4° lugar, com fôlego de sobra e mesmo com 2 pneus furados e o empeno do pneu da frente. Bruno e Marcos surpreende, com a média acima de 27km/h, chegando às 16 horas (em sétimo e oitavo, respectivamente).

Contudo, o que mais deixou os ciclistas atônitos foi a atuação de Ivan Aedler, que, com médias beirando 29km/h em uma bike com pneus 1.65 misto, pochetes na bike, e pedal de fivela, passa dos speedeiros e realiza seu sonho, chegando em primeiro lugar, filmando durante 2 horas e com mais de 160 fotos. A coincidência: o dia 19 é o dia do Exército Brasileiro, e com aquele capacete, hein Ivan? Seria disciplina militar?

A turma gostou sobremaneira do percurso, com paisagens, acostamento bom, e inclusive o levantamento de um balão de hélio, muito usado no início do século XX.

O percurso de 210km foi concluído sob um sol de até 38 graus, tanto na Via Tanguá, quanto na Manilha. Ivan, com seu apito de aço, apitava para alertar pessoas e carros, não parando um minuto. Quando deixou seus companheiros para trás, sentiu cansaço e até um desestímulo, porém a presença do mestre Ashbel, que mantinha velocidades acima de 30km/h, o deixou com forças de tentar ultrapassá-lo e conseguir um bom tempo. O que mais o estimulou, segundo Ivan, foram as 'zoações', como 'Esse cara aí com pochetes e bandeiras na bike não vai conseguir terminar', e 'Ei, pato, só estamos nós três neste posto de controle'. Ignorando as brincadeiras de mau gosto, Ivan se concentra e bate todos os que pedalavam de speedy, agradecendo aqueles que, embora ficassem para trás, o estimulava a ter fé e acreditar que chegaria em ótimo tempo.



Os instrutores do AUDAX, na chegada, chegaram a perguntar se Ivan tinha feito o DESAFIO 120 e não o AUDAX. Mas eis que Ivan diz: 'bem..... eu filmei mais de 30% do audax nesta câmera, se quiserem assistir...' Não havia mais palavras. Parabéns, Ivan, e muita garra daqui para a frente, sempre com a humildade e com a idealização de, mesmo numa MTB/Road Bike, conseguir médias superiores aos que adquirem TREKs, SPECIALIZEDs e CAMPAGNOLOs. Os megariders provam que não importa a bike, mas sim 'o biker'.


Ivan seria o 'Ninja da Câmera?' O relato de Ivan segue abaixo:

"Os megariders fizeram o AUDAX 200km de Niterói junto com muitos conhecidos, porém nunca eu pensei que conseguiria completar da forma como o fiz. Largamos todos às 6:30 nas Barcas, e pegamos a avenida principal. Eu estava de Road Bike (na verdade, uma Mountain Bike, só o aro sendo 700), com pneus mistos 1.65, junto com três colegas. No km 60, houve dispersão, porém mantive uma média de 32km/h, até o primeiro posto de controle. Os outros megariders ficaram logo atrás, não muito separados. Falei a eles para manter a tática de ficarem próximos e não deixarem de beber líquidos, devido ao sol.

Muitos chegaram a 'zoar', achando que eu não conseguiria completar, devido a estar levando pochetes, pneu extra e até a bandeira do Brasil. Outros chegaram a me chamar de 'pato', devido à camisa mostrar uma águia, que é a equipe dos megariders. Não dava atenção, só queria mesmo completar.

Com vento contra, passei muito tempo só ouvindo as catracas, depois do primeiro posto de controle, sem ver ninguem à minha frente, ou atrás, aparentando estar perdido, mas mantive a fé e a média horária, sem parar de pedalar, até que entrei no entroncamento que passava pela Via Tanguá, que só depois eu via que nunca terminava. Estava cansado, e o sol aumentava de intensidade. Via speedys passando por mim, mas só no 2° Posto de Controle, observei que não estavam participando do AUDAX.

Quando cheguei lá, pouco depois de 11 da manhã, abismado fiquei ao constatar que só haviam 2 pessoas lá, e que o posto de controle mal tinha aberto. Eu, de fato, estava muito bem, e quis manter essa adrenalina. Tomando red bull e gatorades, fiquei até 10 minutos, e segui viagem, com os 2 de speedy, pois ninguem mais chegava. O visual das serras antes de Nova Friburgo eram indescritíveis. Que vontade era de parar tudo e tomar um banho de cachoeira!

Bruno Bernardo e Marcus, meus companheiros, pedalaram muito, com suas Mountain Bikes. Ambos usavam suspensão. Ao dar o retorno de Cachoeira de Macacu, eu os avistei chegando no posto de controle. Acenei para eles, e pedi que acreditassem e tivessem fé. E não gastassem energias desnessárias.

A volta foi repleta de sol, vento contra e muita paisagem! O Rio Macacu era profundo, e resvalava ao longo de grandes árvores. O gado comia seu pasto, a quilometros dali, em reluzentes morros. Crianças sem camisa passavam pelos pequenos vilarejos com suas placas (e radares) do limite de 50km/h. Gente rindo, bebendo, e com a televisão ligada ao máximo, nos bares desses lugares... O acostamento, como sempre, com areia, 'tartarugas', palhas de árvores que já se dissolviam devido ao outono (apesar de quente ainda), e buracos...

Eu a tudo via e registrava, em fotos e vídeos. Os pneus mistos, quase biscoitos, de minha bike, giravam e giravam... teve momentos em que fechava os olhos, pois dava um sono, uma vontade de uma sesta rápida... tentava manter os 26km/h, ante aquela brisa abafada, e já não conseguia beber a água das garrafinhas, pois estavam quentes.... O pneu da frente esvaziou um pouco, o que me afligiu, ao achar ser um furo. A pressão deve ter caído dos 50 ao 38psi, mas mantive minha performance.

Via audaciosos do outro lado da pista, a perguntar se faltava muito para o posto de controle. 'Não, não faltava. Mantenham-se firmes, o oásis está proximo!'

Ashbel foi um grande companheiro, pois nos revezávamos e nos ajudamos quando perdemos o rumo, em Iraboraí. Paramos para perguntar aos transeuntes onde ficava o entroncamento da Manilha e o terceiro posto de controle. Acabamos passando o posto de controle por mais de 10km, sendo apenas possível a parada no posto BR para fazer uma compra e guardar a nota fiscal (mantendo os primórdios do AUDAX). Ele estava com o celular a postos, e mantinha comunicação constante.

O sol estava matando, na Manilha. Eram 13 horas. Tomei um banho de mangueira no posto, aproveitando que Ashbel também tomava, e depois tomou um folheado. Preferi seguir viagem, com o mínimo de paradas. Arrisquei ficar exausto, porém mantive a fé de que poderia chegar em um bom tempo, em uma Road Bike. Pedi muito à Deus para que não tivesse câimbras, pois a situação já não estava controlável. Eu sabia que se eu parasse mais, eu ficaria 'frio' e as pernas travariam.

Cheguei ao último posto de controle às 14:18, com a média de 28.8km/h, em primeiro lugar.

Sempre repito que o AUDAX não é para ser encarado como competição, mas o nível de entusiasmo era tão grande, neste evento, impulsionado pelo lançamento de um balão (desses gigantescos), no meio do nada, em um grande campo aberto, na Via Tanguá, e pela velocidade de Ashbel, que consegui este feito.

Gostaria de informar que, de tudo que já vi, este audax foi o melhor pela garra dos ciclistas e pela paisagem do estado do Rio que mal conhecia. Um grande abraço a todos!"


Tabela do resultado do AUDAX 200km de Niterói


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Caso o vídeo esteja 'travando muito', pode-se pausar e esperar carregar todo o vídeo.

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